Meu caminho já não é tão esquecido.
Este caminho há muito deixara de ser transposto...
Plantas cresciam desordenadamente por todo lado...
Agora que tomei um fôlego, atrevo-me em um novo “passeio”.
Mais uma vez, pude vê-los...
Estavam parados, sentados bem ali, sobre as madeiras suspensas do lago...
Frente àquela velha árvore, que tem seu tronco submerso...
Pássaros de várias espécies repousam em seus galhos e vez por outra, buscam nas margens, alimento e água.
No horizonte mais um dia se vai... minguando aos poucos...
Rajando o céu com seus cromáticos raios... num espetáculo surreal...
Repousa em suas mãos duas magníficas espécimes de pombos, sua plumagem é como a mais pura seda...
Buscando sentir as suas formas, corre-lhe a mão em seus corpos...
Ambos eriçam por completo, a ponto de parecerem estar prestes a alçar vôo...
Sente nas palmas o toque dos seus afiadíssimos bicos, rijos, a rasgar-lhe o peito em vez das mãos...
Suas carnes firmes e voluntariosas deslizam entre as mãos, jocosamente....
Não se sabe mais se querem ou não livrar-se daquela prisão...
Aos sussurros conta-lhe estórias aos ouvidos, por entre a cascata negra de cachos revoltos, que lhe escorrem sobre as costas e ombros nus...
Fala-lhe do dia em que sonhara ter bebido de uma fonte a qual vertia o mais doce dos néctares...
Do perfume que emanava desses campos.... E o quanto gostaria de beber-lhe novamente.
Sente junto a si, um suspirar profundo e um hálito de flores orvalhadas...
Foi quando sentira suas mãos subitamente envolvidas... envolvidas por mãos que não vinham à guisa de libertar os pássaros, queriam sim, firmar-lhe na guarda e no afago destes...
Mais uma vez toca-lhes os bicos intumescidos...
E colhe um beijo...
arde-me o peito.
Queria esquecer onde estava e aonde ia...
Galgava alguns sonhos... que, naquele instante perdiam todo o sentido... queria prender o fôlego, perder-se no tempo e alçar vôo naquelas asas de pássaro...
A Lua é cheia...
Amo-a por testemunhar tão silenciosa a esta odisséia... seu olho sublima... é o único brilho no breu da noite... confunde-se entre as nuvens no arder do dia...
Este olho noturno ilumina os passos, me incendeia em seus devaneios.
Mergulha ao interior do lago, busca acalmar o incêndio que o consome...
Deita-se no tapete liquefeito que o envolve...
Devolve-lhe a plácida e provocante visão dos pássaros que a pouco repousavam em suas mãos...
Seus corpos revelaram-se tão mais belos quando banhados pelo frescor destas águas... sua plumagem torna-se viva e maciça, seu contorno é irretocável...
Estais a perguntar: Porquê?
Dispensas um sorriso ante este ar de calma e beleza irretocável...
Agora que o sorriso acontece, seu eu paira em pura calmaria...
Deseja-a no escuro dos seus dias... nos teus dias mais escuros.
Ele pergunta: Que me fizeste?
Deseja-a...
A pele que vagueia sobre a pele... pêlos e poros que se beijam...
Deitar a boca em seus infindos recantos... o gosto... o cheiro...
O lábio trêmulo quer sorver o beijo infinito... Abraçar o corpo, sentir-se junto... cada vez mais.
Ele enxerga aqueles olhos frente a frente... fortes, lânguidos, questionadores...
Brilham sem ofuscar... fogem... sem desaparecer por completo...
Queres vê-la, senti-la... estar em paz no silencioso envolvimento da sua companhia, deixar que os sentimentos fluam, ruidosamente...
A Lua é tão clara!
E diz-me sempre: “permita-se um delito... saboreie-o! Cumpra-se o desejo...”
Querem seqüestrar-te...
Estar ao teu lado, um pouco que seja...
para assim sentir-se nos pilares do mundo.
Quando fui traído... encontrava-me de pé, com os punhos cerrados...
Ele não podia roubá-la, pois nunca conseguiria trair a si...
Acredita demais os seus princípios, para que tenha de mentir uma vez sequer...
Não quer que lhe pertença, apenas que desfrute...
Dos risos... do silêncio...
Da carícia fraterna, do segredo mais simples...
Quer ser seu cúmplice...
Enquanto chega o verdadeiro acalento...
Não me possuas com a sua ausência!
O caminho agora é verde, há um mar folhas que despencam bailando nos ares antes tocarem a face jovem da terra...
É bem verdade...
Meus amores estão em toda parte, salve!!!
Desejo um cigarro...
Mas, não penso em traga-lo... apenas, vê-lo arder... até o seu fim...
enquanto o tempo obrar seu “lavoro”, de consumir... e consumir...
Mesmo inconformado com a falta que fazes, posso ainda ousar em sorrir...
Pois ainda guardo em mim um pouco de ti.
Este caminho há muito deixara de ser transposto...
Plantas cresciam desordenadamente por todo lado...
Agora que tomei um fôlego, atrevo-me em um novo “passeio”.
Mais uma vez, pude vê-los...
Estavam parados, sentados bem ali, sobre as madeiras suspensas do lago...
Frente àquela velha árvore, que tem seu tronco submerso...
Pássaros de várias espécies repousam em seus galhos e vez por outra, buscam nas margens, alimento e água.
No horizonte mais um dia se vai... minguando aos poucos...
Rajando o céu com seus cromáticos raios... num espetáculo surreal...
Repousa em suas mãos duas magníficas espécimes de pombos, sua plumagem é como a mais pura seda...
Buscando sentir as suas formas, corre-lhe a mão em seus corpos...
Ambos eriçam por completo, a ponto de parecerem estar prestes a alçar vôo...
Sente nas palmas o toque dos seus afiadíssimos bicos, rijos, a rasgar-lhe o peito em vez das mãos...
Suas carnes firmes e voluntariosas deslizam entre as mãos, jocosamente....
Não se sabe mais se querem ou não livrar-se daquela prisão...
Aos sussurros conta-lhe estórias aos ouvidos, por entre a cascata negra de cachos revoltos, que lhe escorrem sobre as costas e ombros nus...
Fala-lhe do dia em que sonhara ter bebido de uma fonte a qual vertia o mais doce dos néctares...
Do perfume que emanava desses campos.... E o quanto gostaria de beber-lhe novamente.
Sente junto a si, um suspirar profundo e um hálito de flores orvalhadas...
Foi quando sentira suas mãos subitamente envolvidas... envolvidas por mãos que não vinham à guisa de libertar os pássaros, queriam sim, firmar-lhe na guarda e no afago destes...
Mais uma vez toca-lhes os bicos intumescidos...
E colhe um beijo...
arde-me o peito.
Queria esquecer onde estava e aonde ia...
Galgava alguns sonhos... que, naquele instante perdiam todo o sentido... queria prender o fôlego, perder-se no tempo e alçar vôo naquelas asas de pássaro...
A Lua é cheia...
Amo-a por testemunhar tão silenciosa a esta odisséia... seu olho sublima... é o único brilho no breu da noite... confunde-se entre as nuvens no arder do dia...
Este olho noturno ilumina os passos, me incendeia em seus devaneios.
Mergulha ao interior do lago, busca acalmar o incêndio que o consome...
Deita-se no tapete liquefeito que o envolve...
Devolve-lhe a plácida e provocante visão dos pássaros que a pouco repousavam em suas mãos...
Seus corpos revelaram-se tão mais belos quando banhados pelo frescor destas águas... sua plumagem torna-se viva e maciça, seu contorno é irretocável...
Estais a perguntar: Porquê?
Dispensas um sorriso ante este ar de calma e beleza irretocável...
Agora que o sorriso acontece, seu eu paira em pura calmaria...
Deseja-a no escuro dos seus dias... nos teus dias mais escuros.
Ele pergunta: Que me fizeste?
Deseja-a...
A pele que vagueia sobre a pele... pêlos e poros que se beijam...
Deitar a boca em seus infindos recantos... o gosto... o cheiro...
O lábio trêmulo quer sorver o beijo infinito... Abraçar o corpo, sentir-se junto... cada vez mais.
Ele enxerga aqueles olhos frente a frente... fortes, lânguidos, questionadores...
Brilham sem ofuscar... fogem... sem desaparecer por completo...
Queres vê-la, senti-la... estar em paz no silencioso envolvimento da sua companhia, deixar que os sentimentos fluam, ruidosamente...
A Lua é tão clara!
E diz-me sempre: “permita-se um delito... saboreie-o! Cumpra-se o desejo...”
Querem seqüestrar-te...
Estar ao teu lado, um pouco que seja...
para assim sentir-se nos pilares do mundo.
Quando fui traído... encontrava-me de pé, com os punhos cerrados...
Ele não podia roubá-la, pois nunca conseguiria trair a si...
Acredita demais os seus princípios, para que tenha de mentir uma vez sequer...
Não quer que lhe pertença, apenas que desfrute...
Dos risos... do silêncio...
Da carícia fraterna, do segredo mais simples...
Quer ser seu cúmplice...
Enquanto chega o verdadeiro acalento...
Não me possuas com a sua ausência!
O caminho agora é verde, há um mar folhas que despencam bailando nos ares antes tocarem a face jovem da terra...
É bem verdade...
Meus amores estão em toda parte, salve!!!
Desejo um cigarro...
Mas, não penso em traga-lo... apenas, vê-lo arder... até o seu fim...
enquanto o tempo obrar seu “lavoro”, de consumir... e consumir...
Mesmo inconformado com a falta que fazes, posso ainda ousar em sorrir...
Pois ainda guardo em mim um pouco de ti.


